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Somos o próprio Diabo!

"Sejamos o fogo que aquece e acolhe e não o fogo que queima e destrói."

Engraçado perceber que o mesmo fogo que queima também pode nos aquecer. O mesmo fogo pode aquecer nosso alimento, mas também pode queimar uma pessoa por inteiro.
Pense, agora, em um dia frio em uma cidade do interior. Pessoas em volta de uma fogueira, com os braços para a frente, recebendo o calor necessário para aquecer seus corpos. Agora, pense em uma fogueira no centro de uma praça, pessoas em volta dela, olhando para ela. Logo acima, um homem amarrado em uma estrutura de madeira, com os olhos arregalados e o semblante de dor, com o fogo consumindo aos poucos suas roupas e sua pele.

A dualidade existente no universo faz com que reflitamos sobre o que pensamos e somos. Quantas vezes já nos enganamos por pensar de uma forma e, com o tempo, mudamos totalmente de convicção? Inúmeras vezes. Só evoluímos se mudarmos, é a lei natural da vida.

Nós, umbandistas de corpo e alma, sofremos diariamente pelo preconceito e intolerância de pessoas que não compreendem nossa crença. Recebemos xingamentos, ataques morais e agressões físicas (em nossos templos religiosos) e ficamos tristes e revoltados. Em outros casos, todos os dias somos julgados por cartazes colados em postes, que prometem “a pessoa amada em três dias”, “prosperidade e dinheiro” entre outros absurdos, como se fosse um produto que podemos ir até uma loja e trocar por algumas notas de dinheiro. É deprimente. E tudo isso vai enchendo o saco, vai alimentando nossa raiva e ficamos perdidos, mesmo sem perceber. Perdidos porque a Umbanda tem pouco mais de 100 anos, ainda está se estruturando, existem muitas vertentes e cada um pensa de uma maneira. E no calor das discussões infundadas nas redes sociais, nos eventos ou rixas entre terreiros, o fogo que deveria ser para nos aquecer pelo amor da espiritualidade, se torna uma grande fogueira que nos queima e fere a alma.

Quando chegamos no ápice dos acontecimentos, surgem dois caminhos: ou valorizamos o que nos fortalece ou damos força ao que nos destrói. E isso pode ser na religiosidade ou em nossa vida. Tudo é uma escolha.

Podemos escolher estar certos sobre tudo, ou podemos escolher aprender com as situações e respeitar o que não cabe em nossa alma. Podemos escolher viver a ferro e fogo, ou escolher ser mais amáveis e sorrir quando não podemos mudar uma situação.

“A Sentença do Diabo”, livro do Sr. Exu Veludo das Almas — amigo espiritual que trabalha comigo —, me deixou em choque ao terminar de escrever. Fiquei paralisado, pensando vários dias sobre o que realmente ele queria dizer através da experiência que ele teve quando encarnado, na época da inquisição. Após pensar muito sobre o assunto, cheguei a conclusão que NÓS MESMOS SOMOS O PRÓPRIO DIABO. Não existem culpados. Somos nosso próprio inimigo.

Sou muito grato pela coragem e amor que ele teve em nos passar essa história, que deixaram marcas em sua alma e no tempo, para que reflitamos sobre nossas ações, pensamentos e emoções, para chegarmos no final do nosso caminho e ter a certeza que VALEU A PENA!

Não sejamos inquisidores. Sejamos o fogo que aquece e acolhe e não o fogo que queima e destrói.

“Só julga quem não respeita. Só julga quem tem medo. Só julga quem não tem fé!” Sr. Exu Veludo das Almas

Se a Umbanda te escolheu e você escolheu a Umbanda, meu irmão, é porque você é bom, é forte, tem fé e tem o maior amor do mundo!

Axé! Saravá! Mojubá!

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