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A Prática da Psicografia na Umbanda #parte03

"A psicografia com os guias da Umbanda busca trazer conhecimento palpável a todos nós."

A prática da psicografia na Umbanda

Nos dois textos anteriores, introdutórios, coloquei de forma simples e objetiva o momento em que a psicografia se disseminou para a massa (leia grande público), e a importância que ela teve e ainda tem para a Umbanda. Como é pouco falado, muitos desenvolvem essa mediunidade e mal percebem. Esses médiuns desenvolvem a psicografia através da intuição, onde os guias espirituais trazem a inspiração de determinado tema ou assunto e os incentivam – através dos sentimentos –, a escrever.

O principal objetivo da espiritualidade com essa mediunidade, é materializar através de palavras, os anseios da alma e dos espíritos, profundos conhecedores do sagrado divino. Uma mensagem é capaz de tocar a alma de quem o lê, um livro pode mudar toda uma história de vida. Algumas pessoas afirmam não gostar de ler, porém, o que realmente acontece, é que elas ainda não encontraram algo que as interesse. Para confirmar isso, pergunte a uma pessoa se ela gosta de ler. Após a negativa, diga que você tem em mãos uma mensagem falando sobre ela, sem dúvidas isso vai despertar o interesse e ela lerá com brilho nos olhos.

A psicografia não é exclusividade de uma doutrina, religião ou pessoa. Aliás, sabemos que a mediunidade não diz respeito as religiões. Nascemos com ela e a desenvolvemos (conscientemente ou inconscientemente), pois é algo que vem junto com nossa alma. Somos espíritos vivendo uma experiência na carne, e isso nos abre a visão para entender que existem mistérios e nuances que ainda não somos capazes de compreender, mas podemos fazer bom uso para expandirmos a nossa mente e aprendermos verdadeiramente o papel que temos no mundo.

A psicografia na Umbanda, como o título desse texto propõe, e falo isso através das minhas próprias experiências, é algo muito natural. Principalmente com os médiuns que fazem por amor, com humildade e discernimento. A psicografia com os guias da Umbanda busca trazer conhecimento palpável a todos nós, para aprendermos sobre essa religião capaz de nos colocar diante da vida e aproveitar da melhor forma possível, pois para encarnarmos houve um processo complexo e único. Seja uma simples mensagem que vem para acalmar os corações dos aflitos, um livro técnico para ensinar algo mais complexo ou uma história que faça mexer com nossas emoções, tudo tem relevância se feito com responsabilidade e amor. Abaixo, coloco como ocorre tal mediunidade para melhor compreender sobre o tema.

Psicografia por intuição – nasce uma vontade de escrever sobre um assunto, vem um sentimento muito forte e a pessoa é tomada por tal emoção. Após escrever a mensagem ou livro, ler e refletir sobre o feito, é notório que não partiu apenas dela, pois possui trechos que carregam algo que não é comum da própria pessoa.

Psicografia ditada – Alguns médiuns são clariaudientes, essa mediunidade faz com que o médium ouça claramente os sons que ocorrem na espiritualidade. Então, ele sente a presença do espírito e ouve claramente a voz do mesmo. Então, o guia dita a mensagem ou livro e o médium vai escutando e escrevendo.

Psicografia semi-mecânica – O médium é utilizado como uma ferramenta, seu pensamento se expande chegando as informações de forma rápida e correta, o médium começa a escrever e é notório a psicografia, uma vez que para escrever comumente, é necessário a pausa para raciocinar. Na psicografia semi-mecânica o processo é bem mais acelerado, a mensagem apenas passa pelo pensamento do escrevente e o fluxo aumenta significativamente. No início, o médium tem dificuldade pois os pensamentos atropelam a escrita, mas, com o tempo, fica mais natural e o processo acontece como deve acontecer.

Psicografia mecânica – A psicografia mecânica é quando o guia espiritual consegue neutralizar o consciente do médium, utilizando energias que produzem eletricidade e conduz as mãos do médium para escrever a mensagem ou livro. Importante ressaltar que os guias espirituais utilizam o inconsciente do médium, então, não tira a responsabilidade do trabalho. É raro, atualmente, o médium ter essa faculdade mediúnica totalmente mecânica, mas não podemos descartar.

Como citado acima, tentei esclarecer de forma simples e consistente alguns desdobramentos da psicografia. E mesmo assim, acredito que alguns médiuns possam ter dúvidas quanto essa mediunidade. Abaixo, coloco alguns sintomas da psicografia que eu tive.

Mãos quentes – Eu sentia muita energia nas minhas mãos, elas ficavam bastante quentes e um pouco inchadas. O Pai Antônio disse que eu tinha que desenvolver a psicografia, pois aquilo era um sintoma de que eu devia utilizar minhas mãos para fazer esse exercício. Após eu me comprometer e pegar firme nesse propósito, dificilmente aconteceu de novo. Só sinto isso, quando estou psicografando com as entidades, mas é algo sutil e natural.

Fluxo de pensamento – É normal pensarmos em muitas coisas ao mesmo tempo, principalmente com a quantidade de informação que temos hoje. Mas, quando eu questionava a mim mesmo sobre determinado assunto, muitos pensamentos sobre aquilo transbordavam na minha mente. Porém, não eram apenas pensamentos que ficavam circulando e batendo sempre na mesma tecla, eram ideias diferentes do que eu costumava pensar, esclarecendo, me tranquilizando e direcionando a uma solução sadia.

Escrever rápido – Antigamente não entendia muito o motivo, mas quando ia escrever sobre algum assunto no qual me identifico, eu conseguia acompanhar a velocidade do meu pensamento. Hoje consigo ver claramente, que era essa faculdade mediúnica se aprimorando.

São muitos detalhes que podemos escrever e falar sobre esse tema tão fascinante. Hoje, trouxe um pouco de como isso acontece e, na prática, ocorre de forma natural. Atente-se nas formas de psicografia (intuitiva, ditada, semi-mecânica ou mecânica), e observe se você se identifica com alguma. Após isso, na prática, observe se acontece alguns dos sintomas que escrevi acima (e se tiver outros me escreva que pedirei orientação e tentarei ajudar de alguma forma), pois existem grandes chances de você desenvolver esse tipo de mediunidade. O mais importante, claro, é entender que nenhuma forma é mais importante que outra, é algo natural e sutil e que devemos sempre fazer por e com amor.

No próximo e último texto, vou mostrar como acontece de fato a psicografia, se temos que escrever apenas com lápis e papel ou se é possível utilizar a tecnologia a favor dessa mediunidade. Alguma dúvida? Deixe seu comentário que responderei assim que puder. Espero que essa série esclareça sobre esse tema.

Axé! Saravá! Mojubá!

 

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