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O Valor das Guias dos Orixás e Entidades.

"A responsabilidade do médium é essencial para usar esse objeto sagrado."

Quando entramos na Umbanda, uma das coisas que mais chama nossa atenção, são os colares todos coloridos e diferentes que os médiuns usam durante as giras. Mais que um paramento bonito, cada colar tem um fundamento específico e a responsabilidade do médium é essencial para usar esse objeto sagrado.

Com o tempo, o desenvolvimento mediúnico e a relação com as entidades, é solicitado a confecção de uma ou mais guias. Seja para a defesa energética ou uma ferramenta que a entidade irá utilizar nos atendimentos.

Além das guias das entidades, ao fazer o curso de preparação sacerdotal que iniciei em 2015, em cada obrigação para os Orixás, ganhei os colares correspondentes àquelas forças. Oxalá, Ibeji, Ogum, Iemanjá, Xangô, Iansã, Oxóssi, Oxum, Obaluaê, Nanã e a da Esquerda. Posso dizer que é emocionante e uma energia muito especial, pois somos acolhidos por essas vibrações protetoras e revigorantes. Não por mal, mas comecei a sentir uma felicidade intensa por cada guia conquistada.

No meio desse processo, continuei normalmente indo as giras semanais. Em uma delas, estava me preparando para uma gira de marinheiro. Separei os itens que seriam necessários para o dia e fui para a sessão no terreiro. Chegando lá, me preparei mentalmente e fiquei em silêncio, para receber orientações, sentir as energias das entidades e do trabalho daquele dia. Pouco antes do início, senti a presença do Pai Antônio, o que não era comum, já que normalmente eu sinto a presença da linha de trabalho que incorporo no dia. Nesse momento, o Preto Velho pediu que tirasse minhas guias e usasse apenas uma. Não entendi muito bem naquele momento, mas segui sua instrução.

Na outra semana, ao chegar no terreiro, ouvi a mesma orientação. Porém, venho com uma advertência:

Você ainda não entendeu o que cada guia significa. Vou te ensinar o que representa uma a uma, aí sim, você poderá utilizá-las.

Tomei um banho de água fria. Nunca tinha usado as guias de maneira displicente ou arrogante, e mesmo assim não tinha entendido o que elas realmente significavam.

Fiquei vários meses, gira após gira, sendo orientado sobre o valor que cada guia tem. Que a de Oxalá representa a paz que temos que ter no coração. Da Ibejada, que nos mostra a importância da pureza e alegria na nossa vida e no terreiro. Que a guia de Ogum nos dá axé para guerrear contra nossos próprios defeitos e, a de Iemanjá, que nos ensina que mesmo com as piores tempestades, podemos sentir a brisa e a calma das ondas do mar. A guia de Xangô enaltece a justiça, que devemos ter perante a vida e, a de Iansã, que nos dá energia para estarmos sempre em movimento. A guia de Obaluaê representa a cura, do corpo e da alma e, a de Nanã, carrega toda sabedoria dos nossos ancestrais. A guia de Exu e Pombagira, nos mostra que devemos esgotar nosso negativismo e a desejar o melhor da vida. E ainda tem as das entidades, onde cada uma representa o mistério e atuação de cada espírito de luz.

Tudo isso me mostrou a responsabilidade que é usar um objeto sagrado que nos conecta com a espiritualidade. Aprendi a valorizar ainda mais as ferramentas sagradas, a me portar diferente no terreiro e a falar ou escrever com muito mais respeito sobre as entidades e Orixás.

Após vários meses, o Pai Antônio pediu que eu as colocasse novamente. E agradeço a ele por ter feito isso. Hoje, ao ir para uma gira, vestir o branco e colocar as guias, sei o que cada uma representa. Principalmente, porque levo esses valores para o meu dia a dia.

Adorei as Almas.
Axé! Saravá! Mojubá!

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