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CONTOS DE REGRESSÃO – A CIGANA

Em Contos de Regressão escrevo de forma romanceada vidas passadas narradas durante as sessões de Regressão que tenho o prazer de conduzir junto ao mentor espiritual da pessoa, o objetivo de colocá-las aqui é para reflexão e aprendizado de todos.  Para manter anônima a pessoa regredida eu incluo ou altero nomes que podem ter sido citados na Regressão.

Em um belo lugar está uma jovem de saia longa correndo com o povo gritando atrás dela:

– Pega, pega essa cigana, pega que ela roubou!

– Ah, se fosse essa a 1ª vez estava bom! A cigana pensa consigo – É só uma maçã, tem tanta coisa nesse lugar até um castelo o que é apenas uma maçã?

Depois de correr e se afastar dos que a perseguiam ela se sentou próxima a uma árvore pensando sobre sua vida. Ela sempre dividia as coisas com as outras pessoas, nunca teve muito, mas era feliz. Algumas crianças ciganas se aproximam, ela tira da blusa a maçã e dá para as crianças mandando-as a dividirem entre si.

– Tem que dividir o que se tem, não pode ser guloso – Dizia a cigana

– Carmen! – Uma cigana velha se aproximou da jovem cigana dizendo – Tome cuidado, as pessoas já estão conseguindo guardar sua feição, quando for na feira use um lenço no rosto.

Havia outras formas de guardar dinheiro mas para a cigana Carmen esta era a mais fácil, ela ajudava a quem podia e não apenas aos ciganos, como também às outras pessoas. As pessoas da vila fingiam não gostar dos ciganos, mas sempre vinham pedir ajuda quando precisavam de alguma coisa.

Junto a Carmen estavam em sua caravana umas 15 pessoas e muitas crianças. Carmen não podia ter filhos, mas como era jovem e não tinha marido isso não importava muito. O único rapaz que se interessava era um cigano de uma outra região. A cigana velha insistia para ela procurar outros rapazes, mas Carmen era determinada: ou era esse homem ou não seria ninguém.

As pessoas da vila procuravam os ciganos pois gostavam de adivinhação, Carmen gostava de ver as estrelas e lia a sorte nas mãos das pessoas, porém ela não gostava de falar coisas ruins que percebia na leitura de mãos, ela apenas falava do que via de bom e gostava que as pessoas tivessem esperança.

Lendo as mãos Carmen conseguia ganhar algumas moedas, o que era bom para ela e a caravana. Estavam indo para o Sul da França ver outros ciganos, inclusive o moço que Carmen se interessava. Passaram por um lugar muito luxuoso e chique com um enorme castelo.

– Deve ser bom ter essa vida – uma cigana comentou

– Às vezes você fica ali aprisionado, a cigana velha respondeu

Ouvindo a conversa Carmen pensa – Ela deve ter razão, eu não gosto de ficar presa, não gosto nem de usar sapato, imagina ficar preso ali usando aquelas roupas e perucas ridículas o tempo todo.

– O povo passando fome, morrendo doente nas ruas e essa gente nesse castelo aí – responde Carmen indignada – Eles não se importam com ninguém, uma pena que alguém com tanta condição não ajudar ninguém é o que eu penso.

Durante o trajeto Carmen conheceu uma mulher da cidade que quis aprender a ler mãos com ela. Ela nunca ensinou ninguém a fazer isso, ela mesmo fazia de forma intuitiva e não sabia exatamente como transmitir aquele conhecimento. Mesmo insegura ela ensinou a moça da cidade que em troca lhe ensinou a ler e a escrever nesse idioma que era desconhecido aos ciganos. Além de ensinar a ler e a escrever ela também trazia pão e algumas moedas, essa mulher tinha um bom coração e ficou super feliz quando aprendeu a ler as mãos. Carmen não sabia se essa moça tinha aprendido direito, mas como ambas estavam felizes e satisfeitas pareceu valer a pena.

As pessoas no geral faziam muito mal para os ciganos, as vezes até atacavam pedras mesmo nas mulheres. Finamente em seu destino a caravana estava numa festa com todo mundo dançando e cantando alegres em volta da fogueira. O moço que ela gostava estava lá, era a sua chance de finalmente conquistá-lo. Ela só tinha 16 anos e ele era bem mais velho que ela, mas ela não se importava, – Amor não tem idade certo? Era o que Carmen respondia quando alguém a questionava sobre o rapaz. Eles conversaram juntos a noite inteira, ele havia andado muito e conhecido muitas coisas que ela queria conhecer. Carmen era jovem e só sabia o que a cigana velha havia lhe ensinado.

De repente barulhos vindos do castelo, muitos soldados matando todo mundo, todos ficaram com muito medo. O rapaz pega Carmen pelo pulso e diz:

– Vem vamos fugir agora, se formos pegos nós nunca vamos ficar juntos

Ao mesmo tempo a cigana velha lhe puxou pelo braço também a convidando para fugir.  Esta era a hora da decisão da jovem cigana Carmen, com que iria fugir. Mesmo respeitando e amando a cigana velha que já estava com ela há tanto tempo, estava na hora de ter outras experiências com outra pessoa.

A Cigana Velha se despede dizendo que iriam se reencontrar e lhe dá seu anel, que era muito bonito, e pede para ela continuar sendo esperta. O casal montou num cavalo e fugiram dali antes que fosse tarde demais. O rapaz lhe disse que estava acontecendo uma tal de Revolução e por isso tinha toda aquela luta.

Após 2 meses viajando a cavalo, eles decidem morar próximos a praia.

– Não se preocupe os tempos vão mudar, porém cuidado que as pessoas vão perseguir a gente mais do que já perseguiam.

– Será que vou continuar levando predada? – Pergunta Carmen preocupada

Ele ri e diz que não que não vai deixar ninguém fazer mal a ela. Vivendo juntos cada um ensina ao outro o que aprendeu na vida, ela o ensina a ler e escrever o idioma dos nobres e ele ensina outras coisas que aprendeu através da experiência de vida. O tempo passa e eles vivem juntos naquela vila no litoral não vivem bem, mas não são incomodados pelos outros moradores como acontecia de ondem vinham.

Estava acontecendo uma revolução, muita gente era morta. Passaram-se mais de 10 anos e Carmen sente saudades dos outros ciganos, da cigana velha e das crianças, seu marido diz que não tem problema ela não poder ter filhos, mas ela sabe que ele gostaria de ter.

A vida seguia tranquila, Carmen havia parado de roubar e eles ganham dinheiro

dançando e cantando na rua, as pessoas dão um pouco de dinheiro para a gente. Além disso ela continuava lendo mãos, e ajuda especialmente as mulheres da vila, que acham que a cigana era uma boa conselheira. Carmen simplesmente dizia sua opinião sincera, mas isso parecia bastar para ajudá-las.

Tudo estava indo bem, entretanto seu marido ficou doente, com muita febre, e isso estava acontecendo no país inteiro. . As pessoas da vila tentam ajudar da forma que podem, porém, sua hora havia chegado. Já fazem 10 anos que ele morreu e Deus não levou Carmen ainda. Ela se perguntava o porquê que Deus lhe permitiu tanto sofrimento se ela nunca tinha feito nada ruim para ninguém. As pessoas a ajudavam, mas ela não tinha mais alegria para dançar ou cantar, a situação era difícil e passou fome muito tempo.

Sua dor foi tamanha que decidiu não viver mais, foi até a beira da praia, mesmo com muito medo pegou uma adaga e a enfiou em sua barriga. Como nossas vidas nunca terminam na morte ela acorda na praia e vê um homem em sua frente de braços cruzados. Este homem a questiona?

– O que foi isso que você fez?

A cigana levanta assustada.

– Você não tinha que ter feito isso. Você tinha muito que viver ainda.

– O que eu podia fazer mais da minha vida sozinha? Passando fome aonde ninguém me respeita, uma vida miserável!

– Isso não é verdade, com tudo o que aprendeu, as pessoas que ajudou. Lembra quando você lia mãos e via que a pessoa estava numa situação ruim. Você só contava a parte boa e dava uma palavra de esperança e mesmo assim você sinceramente acredita que não fazia nada de bom.

– Não fiz nada mais que a minha obrigação. Ajudar o outro é obrigação de todo mundo, não é?

– Você é meio burra, sabia?

A cigana ficou com tanta raiva daquele homem que tentou bater nele. O homem da uma gargalhada e a segura:

– Até parece que eu vou deixar você bater em mim.

Com um bastão esquisito na mão, o homem bate no chão e aquilo a empurra para longe. Finalmente ela se deu conta que morreu.

Conversaram em torno de uma fogueira., ela se lembrou do que aprendeu em vida que quando morríamos podíamos fazer qualquer coisa e as vezes vinha alguém conversar com a gente, normalmente alguém da família. Ele não era nem seu pai e nem alguém que conhecia. Ele parecia ser de outro lugar, era um homem bem vestido, com classe, ele usava até luvas, este homem misterioso lhe disse:

– Você precisa aprender a consequência de seu ato que é muito ruim

– Ruim porque? A vida é minha eu posso fazer com ela o que eu quiser, se eu não quiser mais isso é um problema só meu.

– Seu pensamento tem lógica – ele deu risada -, mas está errado –  Quando Deus nos dá a vida nós não temos o direito de tirá-la.

Ele a mandou tirar a manta, ela percebeu que não estava mais sangrando, porém estava com medo, sabia o que tinha feito, em sua tradição isso era muito ruim.

– A cigana velha já está aqui conosco já faz algum tempo, mas você não pode vê-la. Para isso precisa merecer.

– Merecer? Já não basta estar morta, ainda tem que merecer?

– Sim, aliás você não morreu, mas sim tirou sua vida antes do tempo certo.

Ao ouvir essas verdades a cigana sentiu raiva daquele homem e se pudesse bateria nele, mas ele era claramente bem mais forte que ela.

– E o meu marido?

– Também está conosco. Ele sofreu muito cada momento seu e que ele nunca pôde te ajudar porque você não deixava.

Ao ouvir isso Carmen ficou confusa e tentou fazer mais perguntas mas percebeu que misteriosamente aquele homem havia desaparecido. Estava sozinha novamente naquela praia estranha com areia escura e começou a vagar, não tinha mais o que fazer e não sabia o que estava acontecendo com ela.

Foi quando avistou uma luz violeta bem ao fundo, andou em direção dela, era muito bonita, parou em frente e pediu perdão. Pediu perdão para a cigana velha e a Deus pelo que tinha feito. Mas ainda não tinha entendido, achava que aquilo iria ajudá-la. Agora ela estava sozinha do jeito que não queria ficar, agora iria precisar a aprender a lidar com isso já que ninguém iria aparecer ali para ajudá-la. Ela iria conversar com qualquer um, mesmo que fosse com aquele homem.

Ficou muito tempo ali, junto daquela luz, conversava com a luz, estava achando que estava ficando meio louca por conversar com uma luz, porém ela sentia como se ela a ouvisse e se sentia melhor. Então no mar apareceu uma pessoa saindo daquela água estranha, e Carmen ficou com um pouco de nojo ao vê-la, o cheiro dela era muito forte e haviam outras pessoas iguais ela saindo da água também. Essa pessoa, que não tinha nem rosto, parou na frente da cigana:

– Você sabe para onde eu posso ir? Eu estou perdida

– Eu também não sei – retrucou Carmen – Se eu soubesse já tinha ido para algum lugar.

Essa pessoa suja e sem rosto começou a chorar dizendo que Deus tinha abandonado ela.

– Não é verdade – disse Carmen – Deus não abandona ninguém, nem a gente que se matou.

Ao ouvir isso aquela lama começou a cair e o rosto dessa pessoa foi se aparecendo se revelando o de uma mulher que confessou ter se matado. As outras pessoas ali começaram a falar que tinham feito a mesma coisa, cada uma de uma forma pior que a outra. Carmen se sentiu particularmente burra pois sofreu mais com a água e com o afogamento do que com a facada que se deu no momento de seu suicídio.

A cigana começou a conversar com eles, dizendo que Deus não tinha se esquecido de ninguém. Carmen fingia que lia a mão delas dizendo que Deus as amava e que elas iriam encontrar um caminho de paz. Na verdade, ela não conseguia ler a mão delas porque estavam todas pretas de tanta lama. Com as conversas o tempo foi passando e alguns guias espirituais apareciam ali, agradeciam a cigana e levavam algumas pessoas embora.

Carmen estava feliz de ter companhia apesar de ser ruim pois eram pessoas que haviam se matado também. Pelo menos ela conversava e se sentia bem sendo útil. Não se sabe quanto tempo se passou até que aquele homem voltou para conversar com Carmen. Ele estendeu a mão e disse:

– Compreendeu?

– O que?

– O que está fazendo aqui?

– Eu só to fazendo minha obrigação, se alguém pede ajuda, você ajuda com o que tem.

Ele riu e depois sorriu para ela e disse:

– É isso, temos que ajudar as pessoas. Nos esquecemos de nossa própria dor quando ajudamos os outros. Você lembra da sua?

– Sim, to pagando pelo meu erro.

– Você pode entrar agora – ele novamente sorri,

– Aonde?

– Na luz violeta, você que ficou o tempo todo aqui nunca pensou em entrar nela?

– Não eu apenas conversava com ela, não ia entrar, ela me acalmava quando eu falava para ela sobre minha vida, meu marido e a velha cigana, contava toda minha vida para ela.

– Se você tivesse feito isso em vida não teria ficado sozinha. Se tivesse aprendido essa lição não estaria sozinha. Quando nós conversamos sozinhos estamos sempre conversando com alguém.

Carmen achou um pouco engraçado tudo isso, conversar sozinho parecia coisa de louco. Como era ele quem estava dizendo ela acreditou em suas palavras.

A cigana Carmen entrou na luz e reencontrou a cigana velha e o seu marido, abraçou os dois e ficou muito feliz de poder vê-los, estava realmente muito feliz. O homem que a encontrou na praia diz a ela continuar trabalhando, sorri e a abraça. Carmen nunca havia sentido antes um abraço como esse, era um abraço de quem a amava muito. Seguindo as ordens e orientações desse homem a cigana passou a ajudar as pessoas a passar pelo mesmo problema que ela passou. Os suicidas acham que Deus as abandonou, e o trabalho dela era explicar-lhes que isso não era verdade, Deus nunca abandona ninguém. Nesse lugar permaneceu Carmen junto de pessoas queridas trabalhando durante muito tempo até precisar reencarnar de novo.

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